5)Na detecção de animais que irão desenvolver doenças de início tardio: para doenças recessivas,

A DISPLASIA  DE  COTOVELO

COMO DETECTAR O CRIADOR QUE TRABALHA PARA DIMINUIR O NASCIMENTO DE ANIMAIS QUE DESENVOLVAM DISPLASIA?

O cuidado mínimo...

...que um criador deve ter é o de avaliar todos seus animais, e nunca procriar qualquer animal com RX classificados como graus II ou III, ainda que os mesmos aparentem ser saudáveis.

O criador responsável...

...só reproduz animais com articulações normais, sem nenhum grau de displasia de cotovelo

Antes de escolher seu filhote, solicite uma cópia dos laudos dos pais da ninhada, assinados por um veterinário. Nestes laudos, verifique:

1) a classificação do RX (normal, ou graus I, II ou III)

2) a idade em que o animal passou pelo exame, que deve ser de no mínimo 2 anos.

Muito cuidado com o criador que... 

......não faz RX da articulação e procria os animais indiscriminadamente. Isto provoca o nascimento de muitos filhotes que desenvolvem a doença, e aumenta a prevalência da doença na raça (veja a tabela no final da página)

Vocé é criador, já trabalha da maneira proposta para prevenir o problema, mas quer fazer mais?

  Parabéns!

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Descrição da displasia de cotovelo:

   A Displasia de cotovelo é uma doença definida como multifatorial, em que diversos fatores hereditários, que ocorrem de maneira combinada, contribuem para o desenvolvimento da forma anormal da articulação do cotovelo. Entre os sinais clínicos mais comuns, está a claudicação, que não possui faixa etária para ocorrência, mas pode ser agravada por fatores ambientais. O animal apresenta dor, evitando movimentar o cotovelo.

Diagnóstico da displasia de cotovelo:

A avaliação é feita por um RX da articulação do cotovelo, que deve ser feita a partir dos 2 anos de idade. Após a avaliação radiográfica, no Brasil o veterinário especialista emite um laudo com a classificação do animal, que pode variar normal para animais sem displasia, e entre graus I, II ou III para animais doentes, dependendo da gravidade.

Veja alguns dados da  Associação de Ortopedia Animal (OFA), dos Estados Unidos, sobre cruzamentos e resultados nas ninhadas:

A tabela* ao lado demonstra dados de um estudo da OFA (EUA), que avaliou resultados de RX de 51.340 cães de diversas raças. Esta tabela demonstra a proporção de animais com displasia a partir de cada tipo de cruzamento:

*tabela adaptada da 5ª edição do texto “The use of health databases and selection breeding – a guide for dog and cat breeders and ouwners”, de Greg Keller, DVM, MS, DACVR (Orthopedic Foundation for Animals, Inc.), disponível aqui