5)Na detecção de animais que irão desenvolver doenças de início tardio: para doenças recessivas,

Exames de DNA para a cor merle

           Há muitos anos se sabe que o gene causador deste padrão de cor é chamado popularmente de “M” e, tradicionalmente, dois tipos genéticos eram reconhecidos: o ‘gene’ dominante “M” determinando a coloração merle e o ‘gene’ recessivo “m” determinando pelagem sólida. No entanto, em 2018 foram descobertas outras variantes genéticas, que determinam diferentes tipos de pelagem merle, e podem ser aparentes ou não no animal que as possui, dependendo da combinação com o segundo ‘gene’ do par.

          Em geral, é possível saber se um animal é ‘mm’, ‘Mm’ ou “MM” apenas pela coloração da pelagem, e por este motivo na maioria das vezes o teste de DNA não é indicado. No entanto, se o criador tem alguma dúvida, um exame simples de DNA, disponível inclusive no Brasil, costuma ser suficiente. Como o ‘gene’ “M” é dominante, o nascimento de um animal merle só poderia ocorrer com algum genitor também merle. No entanto, em alguns casos o criador pode ser surpreendido com o nascimento de um filhote merle (Mm) a partir de um casal aparente não merle. Este tipo de pelagem aparentemente sólida do pai ou da mãe, ocorrendo no cão portador do ‘gene’ para merle é denominada de “merle críptico”, “merle fantasma” ou “merle oculto”, e a única maneira de ter certeza se um animal aparentemente não merle possui algum ‘gene’ para merle é através do exame de DNA descoberto recentemente.

            Este novo exame detecta sete diferentes tipos genéticos no gene M, além dos dois (“M” e “m”), já conhecidos. Estes são denominados m, Mc, Mc+, Ma, Ma+, M e Mh. Os ‘genes’  m, Mc e Mc+ determinam pelagens de coloração sólida (não merle), M e Mh determinam pelagens merle com diferentes quantidades de branco, e os ‘genes’ Ma e Ma+ determinam pelagens similares a merle (colorações diluídas e não muito definidas, parecidas com o merle).  Como cada animal possui sempre dois alelos (paterno e materno), são possíveis no teste de DNA 28 diferentes resultados, e é o resultado da combinação de ambos que irá determinar a cor do animal. Além disto, foi descoberto que cães podem ser mosaicos para estes alelos, podendo apresentar diferentes combinações em diferentes células. Desta forma, o teste de DNA poderá mostrar mais de ‘genes’ diferentes.

           Merles crípticos, fantasmas ou ocultos podem ser, agora, explicados por estas variações. Como este exame foi descoberto em 2018, poucos laboratórios no mundo oferecem, mas em breve estará disponível também no Brasil.  

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Problemas associados à pelagem merle

A prevenção do nascimento de um cão duplo merle: uma questão de ética na criação

Exames de DNA para a cor merle

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