5)Na detecção de animais que irão desenvolver doenças de início tardio: para doenças recessivas,

A  CARDIOMIOPATIA DILATADA

COMO DETECTAR O CRIADOR QUE TRABALHA PARA DIMINUIR O NASCIMENTO DE ANIMAIS QUE APRESENTEM CARDIOMIOPATIA  DILATADA?

O cuidado mínimo...

...que um criador deve ter é o de nunca reproduzir nenhum cão que já tenha o diagnóstico da doença

O criador responsável...

... realiza exames a cada 2 anos em seus padreadores e matrizes, para que a doença possa ser diagnosticada antes de iniciarem os sinais clínicos, e deixa de utilizar como reprodutores animais que apresentem sinais da doença, ainda que assintomáticos

Antes de escolher seu filhote, solicite as cópias dos atestados de saúde do coração dos pais, assinado por veterinário cardiologista.

Muito cuidado com o criador que cruza os animais de forma aleatória, sem se preocupar com o grau de parentesco bem como com a verificação da predisposição genética do animal que poderá ser um portador silencioso da mutação causadora da doença. Cuidado também com o criador que realiza cruzamentos consanguíneos, pois isto aumenta a chance de nascimento da doença, em fêmeas

Vocé é criador, já trabalha da maneira proposta para a diminuição da doença, mas quer fazer mais?

                       Parabéns!

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Descrição:

          A cardiomiopatia dilatada é uma doença do músculo cardíaco, na qual ocorre uma dilatação no coração, causada por uma “fraqueza” nesses músculos. O coração fica aumentado e não contrai adequadamente, e assim o órgão precisa trabalhar mais para manter a mesma quantidade de sangue nos órgãos. É uma deficiência que pode ser fatal.

         Os primeiros sinais aparecem em cães adultos, entre 5 e 10 anos de idade. No geral, quase sempre piora com o tempo, começando com um período assintomático onde os cães (e suas famílias / criadores) não têm nenhuma maneira de suspeitar que ela existe. Este período assintomático, pode durar anos. Este é um dos motivos pelos quais a Cardiomiopatia dilatada se espalha tão amplamente dentro das raças. Muitas das vezes só é detectada muito tempo depois que um cão de criação já está sendo utilizado, e que já transmitiu às gerações posteriores.

           Existe grande variação de gravidade e prevalência da doença entre raças: a maior prevalência da Cardiomiopatia dilata é em cães de porte grande e gigante, sendo a raça Dogue Alemão muito acometida pela doença. Cães da raça Dobermann, apenas 1/3 dos cães afetados sobrevivem mais de um ano. Cães da raça Boxer, quando diagnosticados da doença, normalmente apresentam problemas muito mais graves que qualquer outra das raças. É uma doença muito mais comum em machos do que em fêmeas.

          Sabe-se que se trata de uma doença genética, porém não foi ainda determinado de que tipo. No entanto, algumas evidências levam a crer que se trata de uma doença recessiva ligada ao cromossomo X, especialmente na raça Dog Alemão.

Diagnóstico:

          Quando suspeitamos que o cão  tem Cardiomiopatia dilatada, o passo mais importante é a confirmação, porque esta doença cardíaca é muito grave. É de extrema importância a avaliação clínica do médico veterinário, que solicitará raio X e ecocardiograma (também chamado de ultra-som do coração ou ecografia cardíaca) para a confirmação da doença. Para a reprodução, cães das raças mais afetadas somente podem ser utilizados após este tipo de avaliação, pois o mesmo pode ter o problema, porém sem apresentar os sinais clínicos, por ser jovem.

Para saber mais

- Universities Federation for Animal Welfare: http://www.ufaw.org.uk/dogs/great-dane-dilated-cardiomyopathy 

- Great Dane Club of North America: http://www.gdca.org/health/cardio.html

- Univerisity of Prince Edward Island: http://discoveryspace.upei.ca/cidd/disorder/dilated-cardiomyopathy