5)Na detecção de animais que irão desenvolver doenças de início tardio: para doenças recessivas,

A  MIELOPATIA DEGENERATIVA

COMO IDENTIFICAR O CRIADOR QUE TRABALHA PARA DIMINUIR O NASCIMENTO DE ANIMAIS COM MIELOPATIA DEGENERATIVA?

Antes de escolher seu filhote, converse com  o criador sobre as maneiras como ele avalia seus cruzamentos com relação a esta doença.

O criador responsável...

...avalia os animais que irão gerar uma nova ninhada, com atenção a seus familiares. Se um cão tem algum parente com o diagnóstico de mielopatia degenerativa, o mesmo não deve ser cruzado com outro cão semelhante. É importante não realizar cruzamentos consanguíneos, pois os mesmos aumentam muito a chance de nascimentos de filhotes com estas doenças.

Muito cuidado com o criador que cruza os animais de forma aleatória, sem se preocupar com o grau de parentesco bem como com a verificação da predisposição genética do animal que poderá ser um portador silencioso da mutação causadora da doença. Cuidado também com o criador que realiza cruzamentos consanguíneos, pois isto aumenta a chance de nascimento da doença

Vocé é criador, já trabalha da maneira proposta para a diminuição da doença, mas quer fazer mais?

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Descrição:

         É uma doença neurológica progressiva que afeta primeiramente o sistema nervoso ligado à musculatura dos quadris e patas traseiras.  Inicialmente o animal apresenta fraqueza e incordenação dos membros traseiros,  atingindo mais tarde também as patas da frente. Os primeiros sinais clínicos começam a partir dos 5 anos, mas podendo começar mais tarde. O animal rapidamente perde os movimentos das patas traseiras, e com o tempo (em torno de um ano), do restante do corpo. Não existe cura ou tratamento para esta doença. 

        Recentemente descobriu-se se tratar de uma doença genética, causada por uma mutação já conhecida. Cães podem ser portadores da mutação e nunca apresentar a doença, sendo chamados de ‘portadores assintomáticos’. No cruzamento de dois animais deste tipo, 25% dos filhotes irão nascer com a constituição genética de risco para desenvolver mielopatia degenerativa. Porém até o momento não se sabe qual a proporção destes animais realmente ficarão doentes, já que é uma doença da velhice, e muitos animais podem morrer antes de outras causas. Por ser uma doença recessiva, o cruzamento entre parentes aumenta muito a chance de nascimentos de animais doentes.

Diagnóstico:

          Os sinais clínicos descritos acima levam à uma forte suspeita da doença, que pode ser confirmada com um exame clínico de um veterinário especialista em neurologia. Alguns exames podem auxliar no diagnóstico, como a análise do líquído cefalorraquidiano e RX da coluna do animal. O exame de DNA disponível para esta doença não deve ser utilizado como diagnóstico, mas apenas como um auxiliar neste processo, uma vez que nem todos os animais que se mostram afetados no exame de DNA realmente desenvolvem a doença.  

Para saber mais...

-Suraniti AP e cols (2011).   Mielopatía Degenerativa canina: signos clínicos,diagnóstico y terapéutica.  Revista electrónica de Veterinaria, Volumen 12 Nº 8.  Disponível em  http://www.veterinaria.org/revistas/redvet/n080811/081105.pdf

- University of Prince Edward Island (Canadá):  http://discoveryspace.upei.ca/cidd/disorder/degenerative-myelopathy

- Laboratório Gensol:  http://www.gensoldx.com/disease-tests/#SOD1B