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A DISPLASIA  DE  COTOVELO

COMO DETECTAR O CRIADOR QUE TRABALHA PARA DIMINUIR O NASCIMENTO DE ANIMAIS QUE DESENVOLVAM DISPLASIA?

O cuidado mínimo...

...que um criador deve ter é o de avaliar todos seus animais, e nunca procriar qualquer animal com RX classificados como graus II ou III, ainda que os mesmos aparentem ser saudáveis.

O criador responsável...

...só reproduz animais com articulações normais, sem nenhum grau de displasia de cotovelo

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Antes de escolher seu filhote, solicite uma cópia dos laudos dos pais da ninhada, assinados por um veterinário. Nestes laudos, verifique:

1) a classificação do RX (normal, ou graus I, II ou III)

2) a idade em que o animal passou pelo exame, que deve ser de no mínimo 2 anos.

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Muito cuidado com o criador que... 

......não faz RX da articulação e procria os animais indiscriminadamente. Isto provoca o nascimento de muitos filhotes que desenvolvem a doença, e aumenta a prevalência da doença na raça (veja a tabela no final da página)

Vocé é criador, já trabalha da maneira proposta para prevenir o problema, mas quer fazer mais?

  Parabéns!

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Informe-se aqui,

ou

entre em contato conosco! 

Descrição da displasia de cotovelo:

   A displasia de cotovelo é uma doença definida como multifatorial, em que diversos fatores hereditários, que ocorrem de maneira combinada, contribuem para o desenvolvimento da forma anormal da articulação do cotovelo. Três problemas podem estar presentes: fragmentação do processo coronoide medial da ulna, osteocondrite do côndilo umeral medial e não-união do processo ancôneo. Eles podem estar sozinhos ou associados. Entre os sinais clínicos mais comuns, está a claudicação, que pode iniciar antes de 1 ano de idade e ser agravada por fatores ambientais. O animal apresenta dor, evita movimentar o cotovelo, pode ter perda da amplitude da articulação, tem alterações no modo de parar e se movimentar e, a longo prazo, leva à degeneração da articulação.

Diagnóstico da displasia de cotovelo:

A avaliação é feita com radiografias da articulação do cotovelo, que deve ser feita a partir dos 2 anos de idade para laudo de animal negativo, não sendo necessária a sedação para essa avaliação radiográfica. Após a avaliação, no Brasil, o veterinário especializado emite um laudo com a classificação do animal, que pode variar normal para animais sem displasia e graus I, II ou III para animais doentes, dependendo da gravidade.

Veja alguns dados da  Associação de Ortopedia Animal (OFA), dos Estados Unidos, sobre cruzamentos e resultados nas ninhadas:

A tabela* ao lado demonstra dados de um estudo da OFA (EUA), que avaliou resultados de RX de 51.340 cães de diversas raças. Esta tabela demonstra a proporção de animais com displasia a partir de cada tipo de cruzamento:

*tabela adaptada da 5ª edição do texto “The use of health databases and selection breeding – a guide for dog and cat breeders and ouwners”, de Greg Keller, DVM, MS, DACVR (Orthopedic Foundation for Animals, Inc.), disponível aqui

Colaboração: Alessandra Ventura, Médica Veterinária, Mestre e Doutora em Ciências Veterinárias – ênfase em Ortopedia. Especialização em Clínica e Cirurgia de pequenos animais, pelo Instituto Qualittas. Membro ativo da AOVET.  Professora e coordenadora do curso de Pós-Graduação em Ortopedia e Traumatologia Veterinária no Instituto Brasileiro de Medicina Veterinária.

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