5)Na detecção de animais que irão desenvolver doenças de início tardio: para doenças recessivas,

1)No atestado de paternidade e maternidade: quando você adquire um novo cão para sua criação, é muito interessante que o pedigree do mesmo tenha o atestado de paternidade e maternidade, pois é a única prova de que a filiação atestada no documento é verdadeira. Infelizmente, alguns criadores falsificam o pedigree de seus filhotes, e registram os mesmos como filhos de grandes campeões, e quando você adquire um animal com este tipo de atestado, não poderá ser enganado por este tipo de golpe.
         No mesmo sentido, um filhote de seu canil que tenha o atestado de paternidade e maternidade através do exame de DNA, será muito mais valorizado pelo comprador.
 

          Quando você envia material de seus cães para este tipo de teste, o perfil genético do mesmo fica armazenado no laboratório, não sendo necessário testá-los novamente para novas ninhadas: nestes casos você deverá testar somente os novos filhotes.

           Alguns órgãos de registro já possuem locais para inserir dados de paternidade no próprio pedigree.

 

2)No auxílio à determinação de pelagens da ninhada: algumas raças possuem uma enorme variação de colorações, comprimentos e tipos de pelagem. Dependendo do caso, é possível determinar quais serão os tipos de pelagens da ninhada somente avaliando externamente a pelagem dos pais. No entanto, em outro casos, o exame de DNA pode ser de grande ajuda nesta previsão. Porém, atenção: laboratórios oferecem uma grande variedade de testes para pelagens, mas somente alguns são interessantes de ser feitos para a raça que você cria. Procure auxílio no momento de fazer um teste deste tipo, pois é possível que você nem precise realizá-lo. O trabalho de aconselhamento genético pode ser muito útil neste momento.

 

3)Como exame complementar no diagnóstico de algumas doenças: dependendo do conjunto de sinais clínicos de seu animal, pode acontecer de o médico veterinário não conseguir chegar a um diagnóstico definitivo. Neste caso, o exame de DNA pode ser útil, para a confirmação de alguma suspeita clínica. No entanto, muita atenção no momento de escolher qual exame de DNA realizar, pois laboratórios oferecem diversos exames diferentes, e alguns podem não ser adequados para a raça que você cria. Você pode indicar nosso trabalho para o médico responsável pela sua criação, pois o trabalho de aconselhamento genético fica com uma qualidade ainda maior quando é feito com o conhecimento clínico deste profissional.

 

4)Na detecção de animais portadores de mutação, para a realização de cruzamentos seguros: a maioria das raças têm doenças genéticas (dominantes ou recessivas) que afetam mais de 1% dos animais - podendo chegar a mais de 10% dependendo da doença e da raça. No entanto, muitos animais portadores da mutação passam desapercebidos pelo criador, ou porque são saudáveis durante a vida inteira (no caso de doenças recessivas) ou porque o portador ainda não chegou na idade de manifestar os sinais clínicos (no caso de doenças dominantes). A detecção de animais portadores assintomáticos é de extrema importância, para a reprodução, uma vez que o cruzamento com animais não portadores (normais) garante uma ninhada sem a doença em questão. No entanto, muita atenção no momento de escolher qual exame de DNA realizar, pois laboratórios oferecem diversos exames diferentes, e alguns podem não ser adequados para a raça que você cria. Parte do trabalho de aconselhamento genético é indicar o exame de DNA mais adequado para sua raça, além de quais animais devem ser testados. 

 

5)Na detecção de animais que irão desenvolver doenças de início tardio: diversas doenças genéticas  se manifestam no animal adulto, e para algumas doenças estes animais não têm sinal clínico algum até os 7 ou 8 anos. No entanto, quando estes animais começam a demonstrar os primeiros sinais da doença, infelizmente já foram reproduzidos, e deixaram a mutação para seus filhotes. A detecção precoce destes animais não só permite um melhor acompanhamento e manejo dos sinais clínicos quando os mesmos começam a aparecer, como pode impedir que sejam feitos cruzamentos sem controle, e que a doença genética seja disseminada.

 

6)Na determinação de risco aumentado de desenvolver doenças de início tardio: quando a doença é causada por um conjunto de fatores (genéticos e ambientais), e não somente por uma única mutação, o exame de DNA é capaz de determinar somente o aumento ou não de risco de desenvolvimento da doença. O criador deve ter muita atenção para o que este tipo de exame determina, pois como a mutação testada não é o único fator relacionado com a doença, um teste "positivo" para a mutação não significa que o animal terá a doença, assim como um teste "negativo" não significa que o animal está livre de apresentar o problema