5)Na detecção de animais que irão desenvolver doenças de início tardio: para doenças recessivas,

Não compre um filhote no primeiro contato com o criador! Não faça uma compra por impulso!

Se você está visitando o criador, e sente que pode entrar e comprar o filhote no mesmo dia, desista enquanto é tempo!

É sempre uma boa ideia gastar algum tempo pensando na sua escolha, conversando com amigos e família, e digerindo toda a informação antes de assumir um compromisso deste tipo. Se você não tem certeza sobre algum tipo de informação que recebeu, procure um especialista, como um médico veterinário para questões relacionadas à saúde. Você pode também nos contactar, especialmente se o assunto for a herança de alguma característica ou doença que lhe preocupe. Somente um geneticista está preparado para tirar suas dúvidas neste sentido!

Na segunda visita ou contato, peça para o criador lhe fornecer uma cópia do contrato que será assinado. Desta forma, você poderá ler com calma e procurar auxílio profissional se necessário, antes de se comprometer com a compra!

Se possível, visite o criador mais de uma vez!

Passe algum tempo com os filhotes - você não será capaz de conhece-los em 5 minutos. Na 2a visita pergunte se você pode levar o filhote para uma parte diferente do local, para ver como ele responde. Se você tem crianças, a segunda visita é a oportunidade perfeita para ver como os filhotes reagem com elas, e vice versa. 

Não ceda à tentação de comprar um filhote (ou mesmo um adulto), por pena. Lembre-se que você estará estimulando péssimas práticas de criação, e somente abrindo espaço para que nasçam mais filhotes na mesma condição!

Se você percebeu qualquer problema com o bem-estar dos filhotes, contacte a polícia de sua cidade. Um criador ou vendedor que não esteja de acordo com as regras de bem-estar animal estará infringindo a Lei de Crimes Ambientais (Lei n.º 9.605 de 12 de fevereiro de 1998). Se não tem bem claro o que significa "não obedecer as regras de bem-estar", veja a resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária, atualizada em 2018, que tipifica o que seria considerado maus tratos (veja aqui).