Nunca concorde em encontrar o "criador" no meio do caminho entre você e o canil, ou combine de o filhote ser entregue para você:  sempre tenha certeza de que poderá visitar o local de criação mais de uma vez até levar o filhote. Isto lhe possibilitará olhar o tipo de ambiente que o filhote já conhece, comparar com sua própria casa e preparar a socialização necessária para sua adaptação. 

Olhe onde o filhote vive: 

Tente comparar o ambiente com a sua casa. Por exemplo: se você tem uma casa movimentada e cheia de crianças, será melhor se você procurar um filhote de um ambiente similar. 

Procure por evidências de que o local onde você está vendo o filhote é realmente onde ele fica, como caminhas, paninhos e vasilhas. Alguns criadores podem mudar o filhote para a visita, especialmente se o filhote fica em ambiente externo.

Filhotes que aparentam ser super excitados e barulhentos com você podem ter experimentado interação com pessoas somente em curtos períodos - por exemplo, se são mantidos em um local isolado e trazidos  para interações cheias de energia somente quando os visitantes chegam. Estes filhotes não são a melhor escolha para um "tutor de primeira viagem", sem experiência. 

Filhotes que gastam bastante tempo com a família ou com os funcionários do criador, tanto durante períodos calmos como agitados, terão maior chance de serem mais calmos. 

Filhotes que fogem de você ou parecem sentir medo provavelmente tiveram pouca interação com pessoas. Embora eles possam aprender a confiar em humanos (especialmente com tutores experientes), não seriam a melhor escolha para um tutor inexperiente. 

Por outro lado, se em um filhote está inativo e sonolento na sua presença, pode indicar um problema de saúde. Visitar um filhote mais que uma vez é uma boa ideia e ajudará você a identificar mais facilmente problemas em potencial.

Gastar tempo visitando a ninhada no próprio local de criação é tempo bem gasto!

Conheça os pais: 

Conhecer a mãe e os irmãos de ninhada é fundamental, e se for possível conhecer o pai também. Muitas vezes criadores utilizam machos de outros canis, ou até mesmo realizam inseminação artificial. Questione o criador sobre como você pode ter acesso ao pai da ninhada, no mínimo via online. 

Se não puder conhecer o pai pessoalmente, questione sobre questões que são importantes para você. Por exemplo, se você deseja um cão pequeno, pergunte sobre o tamanho do pai. Exija ao menos fotografia com algum tipo de escala acompanhando. Questione sobre o comportamento do pai da ninhada, e se possível solicite vídeos do mesmo interagindo com humanos. 

Questione o criador sobre a saúde da mãe e sua personalidade. Além dos fatores genéticos que são herdados de igual maneira de pais e mães, filhotes aprendem muitos comportamentos com suas mães durante as primeiras semanas de vida. Por exemplo, e ela é arredia com estranhos, os filhotes podem aprender o mesmo tipo de resposta. O ideal é que a mãe da ninhada o receba de uma maneira calma e amigável. 

 

Vendedores inescrupulosos podem tentar lhe apresentar outra fêmea como a mãe da ninhada, então procure por sinais de que ela tenha parido recentemente, como as mamas aumentadas por exemplo, além do comportamento da mesma com a ninhada. 

Avalie a saúde geral (e aparente) da ninhada: 

Existem alguns sinais visíveis que sugerem que o filhote não está em perfeitas condições de saúde. 

- ossos do quadril visivelmente proeminentes

- pelagem sem viço e desalinhada

- manchas na pele/falhas de pelo

- olhos vermelhos e com crostas

- olhos lacrimejando

- nariz escorrendo

- tosse

- sinais de diarréia (patas ou cauda sujas)

- sinais de parasitas (ex: moscas), como manchas pretas no pelo, arranhões, áreas de queda de pelo, pele fina, por exemplo nas bordas das orelhas e na base da cauda. 

- fraqueza, caminhar oscilante ou dificuldade para ficar de pé

- cansaço muito rápido  após interação

- respiração barulhenta

- postura corporal curvada

- se contorcer (esticar o corpo), ao urinar ou defecar

Qualquer dúvida, consulte um médico veterinário antes de pegar o filhote!

5)Na detecção de animais que irão desenvolver doenças de início tardio: para doenças recessivas,