5)Na detecção de animais que irão desenvolver doenças de início tardio: para doenças recessivas,

FONTANELA (OU MOLEIRA)  ABERTA

      A maioria dos chihuahuas tem como característica a fontanela ou “moleira”, como é popularmente conhecida, aberta. É um defeito congênito e que antigamente, alguns criadores mencionavam esta característica como pureza da raça, o que hoje em dia já não é mais levado em conta. Ao contrário dos chihuahuas, na maioria das raças a fontanela fecha com 3 à 4 meses de vida, e ela pode diminuir seu diâmetro conforme o amadurecimento do cão.

       Há um alto índice de chihuahuas com fontanela aberta e esta característica não predispõem a nenhuma patologia. No entanto, o tutor deve estar consciente e atentar-se a manipulação do cão, pois com a fontanela aberta, o risco de trauma crânioencefálico é maior, tendo em vista que certa parte do cérebro fica desprotegido por este “buraco” na calota craniana.

      Normalmente os cães hidrocefálicos possuem fontanelas abertas, mas algumas vezes pode não ocorrer esta relação, sendo que a patologia vem associada a outros sinais clínicos também. Por outro lado, ter a fontanela aberta não predispõe o cão a ter hidrocefalia, como muitos acreditam. Tratam-se de problemas distintos e independentes, de forma que se seu cão possui a fontanela aberta, a sua única preocupação deve ser no cuidado para evitar alguma batida ou trauma no local.

REPRODUÇÃO

      Não existem trabalhos que comprovem o quanto a genética influencia nos casos de fontanela aberta, e nem sobre o tamanho desta abertura, mas sabe que o formato e tamanho dos ossos do crânio são influenciados geneticamente. Como quanto maior a abertura for, maior o risco de um possível trauma atingir o cérebro, sugere-se que cães com a esta abertura muito grande não sejam reproduzidos, e principalmente, com outros cães similares, para que o risco da característica se repetir na prole não aumente. O próprio padrão da raça Chihuahua determina que o correto é que esta abertura da fontanela seja de, no máximo, o tamanho da ponta de um dedo.

Colaboração: Belissa Cecim, Médica Veterinária (CRMV/RS 17258), cursando especialização em Neurologia (Quallitas).

Formada em Medicina Veterinária pela Uniritter (Laureate International Universities)